36. Design: Obstáculo para a Remoção de Obstáculos? - Vilém Flusser :)
E, eu acho que eu vou dar uma mudada nos covers dos meus posts.. tava achando meio sem-graça aquele lá. Vou ir testando e uma hora eu chego em algo que me apeteça (apesar de o semestre já estar quase acabando)
ANÁLISE
De começo, eu não tinha entendido muito bem de que se tratava o texto. Pode ter sido por eu não ter lido com muita atenção, mas pode ser também porque ele é um texto mais complexo (provavelmente foi a soma dessas duas coisas que atrapalhou meu entendimento hehe).
Mas, pelo que eu entendi, fazendo a analogia da vida como um caminho, nós o trilhamos e nos deparamos com obstáculos (objetos) e, quando conseguimos superá-los, podemos transformá-los em instrumentos (objetos de uso) para nos ajudar a superar outros objetos no meio do nosso caminho. O problema é que "objetos de uso" não deixam de ser "objetos" que estão no meio do nosso caminho. Então, é como se, apesar de se conseguir superar um obstáculo, nós carregamos um conosco para nos ajudar a superar outros. Fica um negócio meio embolado, mas espero que tenha feito sentido.
Então, por todos os objetos constituírem obstáculos no nosso caminho, projetos começam a ser pensados e feitos para que a ajuda seja maior que a obstrução ("Para sair desse dilema, eu mesmo desenvolvo os projetos: eu mesmo lanço objetos de uso no caminho de outras pessoas. Como devo configurar esses projetos para que ajudem os meus sucessores a prosseguir e, ao mesmo tempo, minimizem as obstruções em seu caminho?").
A partir disso, há uma realização de que objetos de uso são uma espécie de mediação entre pessoas, são comunicativos, são interativos, são dialógicos. Tipo, o projeto é feito por uma pessoa a fim de que seja utilizado por outra, realizado de tal maneira que atrapalhe de menos e ajude de mais para outra pessoa, ele é pensado quase que exclusivamente para o outro. Daí, surge uma responsabilidade em responder os outros, justamente a questão de ser feito pensado para o outro.
Creio que seja mais ou menos isso. Eu fui relendo o texto meio por cima (pra poder lembrar, né? minha memória de peixe maravilhosa ainda reina a minha menta) e escrevendo ao mesmo tempo, então pode estar meio, sei lá, não muito adequado para uma análise.
Mas é... é isso :)

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