16. Imagem Televisiva e Espaço Político - Flusser
A ATIVIDADE
Quinta-feira, dia 1 de julho, os professores pediram, assim como foi feito com o documentário "Modos de Ver", para que nós assistíssemos ao trecho de uma palestra de Vilém Flusser e que elaborássemos um parágrafo e três questões para a discussão em aula.
ANÁLISE (DESSA VEZ EU VOU TENTAR FAZER SÓ UM PARÁGRAFO, JURO)
Nesta palestra, Flusser desenvolve um raciocínio referente à imagem e à escrita linear, inicialmente. Associa-se a imagem a acontecimentos pontuais, que são resultado do acaso e que se repetem, e a uma consciência mágica e mítica; e a escrita linear a eventos, que são processos, com causas e efeitos, e que não se repetem, e à consciência política. O problema discutido são as relações dadas entre esses dois elementos. O maior conflito é quando a imagem começa se sobrepor à própria história, aos eventos, de tal modo que ela começa a ilustrar textos, representar vários pontos de vista sobre um único evento (destruindo a ideologia) e, em situações mais "graves", ela começam a ditar o ritmo da história, dos eventos. Cita-se, também, que estamos em um momento da pós-história, e não mais na história: a imagem, agora, é responsável pelo acontecimento do evento, toda a realidade está na imagem, não importando o que há por trás dela.
De modo resumido e muito, muito, muito breve, é isso.
MINHAS QUESTÕES
Assim, eu achei muito interessante este fragmento da palestra de Flusser. São questões que talvez já tenham surgido na minha mente, em algum momento da minha vida, mas que eu nunca havia pensado tããão afundo assim. Confesso que foi realmente interessante.
Sobre minhas questões, acho que eu faria estas:
1. Eu entendo que Flusser diz que, quando uma imagem representa o mundo, ela também o esconde e que isso seria a justificativa para o seu caráter antirrepublicano e antipolítico. Mas, ao representar variados pontos de vista de um evento, ela não ganha um caráter democrático, também? Porque ela inclui a maior quantidade de pontos de vista que um fotógrafo consegue captar.
2. Se um evento não for registrado, ele não pode se perder no tempo? Por mais que ele seja feito pensado em ter consequências e que por isso ele pode impactar até os dias atuais, eu, Miki Takaesu, tenho uma memória extremamente péssima e gosto dessa ideia de poder registrar coisas que acontecem na minha vida pra me ajudar a relembrar e reviver um pouco o que eu senti no momento que estava acontecendo.
3. Eu queria perguntar se em algum momento a imagem deixa de tomar o lugar da realidade. Porque, por exemplo, com uma foto fora do seu contexto original, é possível manipular as pessoas a enxergar algo que nós queremos que elas enxerguem (acho que é um pouco o que foi discutido no primeiro episódio do documentário Ways of Seeing, que a gente deu uma analisada antes). Sei lá se esse questionamento tem lugar aqui, mas é só algo que passou pela minha mente.
Creio que seja isso :)

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