5. Perturbação do Objeto :)
A ATIVIDADE
Foi pedido para que nós formássemos duplas e que utilizássemos os objetos da primeira aula como referência. Minha dupla foi a Ana Paula e o objeto dela era um girassol.
A atividade era desenhar o objeto da nossa dupla aplicando perturbações nele, mudando sua função, sua forma original, o modo como o ser humano interage com ele. Para ajudar com o início do processo, os professores disponibilizaram uma lista numerada de "comandos" para nós seguirmos que seriam sorteados por nós mesmos (escolham cinco números de 1 a 35 e, depois de conferir a lista, excluam dois deles - se desejar). Escolhi, inicialmente os números 8, 14, 20, 27 e 34. Os comandos seriam:
08 - subtraia elementos
14 - vire de "cabeça" para baixo
20 - identifique padrões, quebre os padrões
27 - atente-se aos detalhes mais escondidos e os amplifique
34 - ouça a voz mais baixa
Resolvi ficar com os números 8, 20 e 34. Esse último me causou estranhamentos, porque... o que exatamente seria a voz mais baixa? Mas resolvi mantê-lo para desafiar a minha mente e ver até onde eu consigo ir com instruções menos concretas.
O RESULTADO
Vou colocar o resultado antes das explicações para caso você esteja aqui só para isso. Todo o processo de criação, o que se passou na minha mente antes e durante o processo de desenhar vai estar logo abaixo. Os professores falaram que não tem certo e errado nessa atividade, mas eu tenho minhas dúvidas... quase certeza que isso aqui tá pra lá de errado hehe.
O PROCESSO CRIATIVO
Bom, comecei meu desenho ilustrando rapidamente o objeto da Ana no canto da folha. Minha primeira ideia foi quebrar o padrão das pétalas do girassol, desenhar diferentes formatos para cada pétala e formar uma corola sem padrões. Depois disso, foquei no comando 34: o que seria a voz mais baixa? Mais baixa em intensidade? Mais baixa em localização? Mais baixa por não se destacar tanto? Mais baixa por ser frequentemente esquecida? Então, tive a ideia de tentar representar a flor como vista de baixo, pela visão de algo bem pequenininho, localizado bem na base de tudo. Assim, o desenho começou a tomar forma.
Desenhava enquanto as pessoas tiravam suas dúvidas e os professores respondiam e davam algumas direções para nós. A coisa mais frisada foi que nós deveríamos apresentar como produto final algo com que o ser humano pudesse se relacionar, não algo apenas visual e cuja forma e beleza se aprecie. Ou seja, meu desenho ainda não estava dentro do que se esperava, era apenas uma flor, não tinha pensado em uma função ou meio de interação com ela ainda.
Nesse momento, eu resolvi transformar a flor em uma espécie de prédio. Mas não um prédio comum, dentro dos padrões; um prédio com formas de acesso diferenciadas, o que resultou numa espécie de escadaria que se enrola no caule da flor, uma escada aleatória do lado direito e uma entrada comum que leva ao interior misterioso do prédio. Depois disso, transformei as folhas em espécies de anexos, onde se encontram mais duas entradas.
Bom, já estava louco demais, mas não estava me agradando ainda. Voltei a focar no "ouça a voz mais baixa". O que seria mais baixo que algo que se localiza na base? O que seria mais baixo num girassol? Então, pensei: AS RAÍZES. Comecei a desenhar raízes, pensando como eu inseriria o ser humano ali. O que resultou numa espécie de complexo onde as pessoas (meus palito-man da vida :P) se encontram "escalando", brincando de escorregar, se pendurando, tentando salvar vidas daqueles mais desastrados, etc.
Com essa solução, vi que já tinha subtraído um elemento do objeto: o vaso que dá a base ao girassol. Retirei a base e ampliei o horizonte, como se desse maior presença à voz mais baixa e expandisse seu alcance.
Alguns elementos, eu, sinceramente, não lembro em que ordem surgiram. Tipo, eles só foram brotando na minha mente e eu fui desenhando. Muitos deles eu fiz considerando o padrão como o normal, o comum. Então, por exemplo, para quebrar com o padrão do girasSOL, eu fiz um olho observando a Lua, como se o girassol se voltasse contra o Sol. Outro elemento que quebra uma atribuição comum dada ao girassol são as raízes: elas acrescentam um caráter menos amigável ao desenho, sendo que um girassol "normal" remete a uma ideia mais plena e feliz. Em contrapartida, as pessoas que estão se divertindo em um ambiente tão "hostil" quebram o padrão do próprio desenho.
Espero, de verdade, que isso esteja "certo" de alguma maneira e que não tenha sido um erro gigantesco da minha interpretação do exercício... (medo)
Mas, acho que é isso :)

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