14. Ways of Seeing - Documentário :)

A ATIVIDADE

Oláááá!! Na aula do dia 18 de junho, os professores pediram para que nos assistíssemos ao primeiro episódio do documentário Modos de Ver (Ways of Seeing) e elaborássemos um parágrafo (não prometo que vá sair só um, eu gosto de escrever...) e três questões para discutir em aula.



ANÁLISE

Este documentário me chamou muito a atenção por mostrar coisas que eu nunca havia parado para pensar antes. A questão da imobilidade e do silêncio de uma pintura original e de como isso se torna móvel e sonoro com suas réplicas e representações. Por exemplo: num museu, ficamos em frente a uma pintura, observando e observando, e imergindo cada vez mais em seus traços e formatos, tudo isso porque ela é estática e silenciosa; por outro lado, representações dessa mesma obra podem circular pela internet, pelas emissoras de tv, pelos filmes que as utilizam, ou seja, perde-se esse caráter imóvel do original, e, acompanhando essa circulação, estão os sons utilizados na sua aparição: músicas, efeitos sonoros, etc., o que faz com que se perca o caráter silencioso da obra. Uma mesma pintura ganha diversos significados, dependendo do contexto e do local onde está inserida, mas também perde seus originais. 

Outra coisa que me chamou a atenção, a qual eu nunca havia pensado, foi a questão de frequentemente serem utilizados fragmentos, partes, detalhes da obra e que, com isso, muda-se completamente seu significado ("uma figura alegórica se transforma em uma bela jovem de algum lugar"), o que mostra como é fácil manipular os valores de uma pintura, suas intenções iniciais são de fácil distorção.

Outro ponto muito interessante do documentário é quando John Berger mostra como crianças lidam com uma pintura: cada uma a interpreta de acordo com suas experiências particulares, demonstrando uma grande gama de possíveis entendimentos de uma pintura.


Isso aqui não é beeeeeeem uma análise do documentário, são só breves comentários das coisas que eu achei mais interessantes hehe. O episódio é bem mais generoso na questão de exemplificações e de análises, e ele é bem curtinho, tem 30 minutos. Se você quiser ir lá assistir, dá pra colocar na velocidade 1,5x e ser feliz (já que você provavelmente só vai ver por curiosidade e não vai ter que escrever um texto sobre depois, não que eu esteja reclamando, mas é que eu tive que prestar uma atenção um pouco maior hehe).


MINHAS QUESTÕES

Olha... eu não sou lá a pessoa que mais interage em grupos ou que fala em aulas, por diversos motivos. E eu não acho muito fácil fazer questionamentos sobre coisas tão expositivas e claras como foi esse documentário. Mas se for para elaborar três questões, acho que não necessariamente dúvidas, elas seriam:

1. Como é interessante a diferença entre se relacionar com algo puramente com a visão e fazer isso somada à audição. Como foi apontado na atividade do objeto interativo, a questão do som e dos movimentos, porque, na atual situação, o nosso principal meio de comunicação é o visual, e, retirando os sons das coisas, a gente reforça isso.

2. A questão da pureza infantil. Não que crianças sejam puras, mas como a visão dela que ainda não vivenciaram muito do mundo (não que eu tenha vivenciado muita coisa também hehe) é livre de algumas noções e preconceitos. E como isso nos mostra o óbvio que nós não enxergamos mais - não faço ideia se isso faz algum sentido hsuahusahusa!!

3. Acho que, revendo aqui algumas partes do documentário, eu buguei na parte em que ele fala sobre a nossa relação com as reproduções e que mostram um quarto com vários desenhos e fotos na parede de um quarto. Tipo, por que ele fala o que ele fala nessa parte?


Creio que seja isso :)
Foi bem legal assistir a esse documentário, por mais que tenha sido só um episódio. E eu queria pedir desculpas ao professores, porque eu me empolgo escrevendo e não saiu um único parágrafo, foram três. Mas os últimos dois estão mais curtinhos hehe.

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